Sobre a exposição
"Fibra Viva: olhares sobre o sisal e a identidade coiteense" é uma exposição fotográfica documental e artística do fotógrafo Giovane Almeida, que busca apresentar diferentes perspectivas sobre a cultura do sisal no território de Conceição do Coité. Por meio de fotografias, elementos artesanais e estruturas produzidas com flecha de sisal, a exposição propõe um olhar sobre memória, trabalho, identidade cultural e pertencimento, aproximando o público das histórias, paisagens e vivências ligadas ao território sisaleiro.
Acessibilidade
Criei esta página como um recurso de acessibilidade da minha exposição fotográfica, reunindo todas as obras apresentadas, acompanhadas de descrições acessíveis das imagens. O conteúdo foi desenvolvido para ser compatível com leitores de tela presentes em dispositivos Android e iOS, permitindo que pessoas com deficiência visual possam navegar, ouvir e acessar as descrições das fotografias de forma mais autônoma.
Além disso, a página conta com integração ao VLibras, ampliando a acessibilidade para pessoas surdas por meio da tradução de conteúdos para Libras. Também disponibilizei recursos de ajuste de fonte, permitindo aumentar ou diminuir o tamanho do texto para uma leitura mais confortável e acessível.
As descrições apresentadas aqui buscam traduzir visualmente cada fotografia, incluindo elementos, ambientes, luz, composição e atmosfera presentes nas obras. Espero que esta experiência amplie as diferentes formas de perceber, sentir e interpretar a exposição.
Fotografias expostas
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A primeira pesagem do sisal
Após a extração, a fibra ainda úmida é pesada e organizada em fardos de 25 kg. Essa etapa prepara o sisal para o transporte até os locais onde será realizada a secagem.
A imagem mostra uma área de plantação de sisal em ambiente rural, cercada por vegetação típica do semiárido. O solo é seco, coberto por restos de fibras, folhas e resíduos do beneficiamento da planta. Ao fundo e nas laterais, é possível observar diversos pés de sisal ainda plantados, com suas folhas longas, rígidas e pontiagudas em tons de verde intenso.
No centro da cena há uma balança artesanal suspensa, montada de forma simples e funcional. Sua estrutura principal foi construída utilizando a "flecha" do próprio sisal, parte rígida e resistente da planta, amarrada com fibras naturais. As hastes formam uma espécie de tripé inclinado, sustentando um prato metálico pendurado por correntes finas.
Sobre esse prato está depositada uma grande quantidade de fibra de sisal recém-beneficiada, já separada após passar pelo motor desfibrador. As fibras aparecem úmidas, alinhadas e com coloração verde-clara vibrante, contrastando fortemente com os tons terrosos do ambiente ao redor.
Abaixo da balança há uma peça metálica pesada, aparentemente reaproveitada de maquinário antigo, utilizada como contrapeso ou base de apoio. À direita, uma árvore serve como suporte auxiliar para objetos pendurados.
A fotografia evidencia não apenas o cultivo do sisal, mas também os métodos tradicionais e artesanais presentes no processo de beneficiamento da fibra, mostrando o aproveitamento integral da própria planta na construção das ferramentas utilizadas no trabalho cotidiano. -
O transporte
As folhas de sisal são transportadas até o local onde está instalado o motor desfibrador, geralmente com o auxílio de animais de tração, como burros e jumentos. O uso desses animais está relacionado às características do terreno, muitas vezes acidentado e de difícil acesso.
A fotografia foi feita ao ar livre, em um dia de céu azul com nuvens esparsas, dentro de uma área de cultivo de sisal. Ao fundo, fileiras de plantas de sisal se estendem até o horizonte, com hastes florais altas se destacando contra o céu.
Em primeiro plano, à esquerda, um jumento cinza está carregado com longas folhas de sisal amarradas sobre seu lombo, formando volumosos feixes verdes que se projetam para os dois lados do animal. Uma mulher usando chapéu de palha e blusa verde-água está posicionada atrás do jumento, ajudando a equilibrar a carga.
À direita, um homem vestindo boné branco e camiseta cinza está de pé, manuseando uma folha de sisal com as duas mãos, próximo a uma grande pilha de folhas já depositadas no chão, à frente da cena. O solo é de terra avermelhada, característico da região.
Ao fundo, à direita, é possível notar uma estrutura rústica coberta, com utensílios e uma trouxa de pano azul pendurada, sugerindo um ponto de apoio de trabalho no meio do campo.
A imagem retrata o esforço físico e a logística tradicional envolvida no transporte da matéria-prima do sisal, evidenciando a relação de trabalho entre pessoas e animais no campo.